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Lançamento do livro: Laila tinha uma surpresa. Uma história de Shabat

Hoje  quero falar do lançamento de um livro que tem duas autoras, Tania Menai e Luciana Pajecki Lederman. Conta também com a ilustradora carioca Babi Wrobel Steinberg.

Antes de falar do livro, quero contar pra vocês como conheci a Tania.(Fiz um post, um tempinho atrás falando de algumas pessoas incríveis que conheci através da internet. Se você quiser ler o post clique aqui.)

Então,Tania é uma destas pessoas incríveis! Pesquisando pela internet cheguei ao site dela.
Fui lendo as entrevistas (que ela é craque em fazer), conheci o blog que ela mantém na revista TPM, o SóemNY e fui me tornando fã de tudo que ela escrevia. Acompanhei o lançamento do primeiro livro, do Oiapoque ao Chui e o nascimento da filhinha Laila. Neste tempo já a conhecia pessoalmente e fiquei mais fã ainda.
imaginem a minha felicidade quando ela aceitou desenvolver um trabalho conosco!!
🙂
Tenho o maior orgulho de ter no currículo do nosso escritório algumas newsletters escritas por ela.
Você pode ler alguns dos textos da Tania que publiquei no blog aqui, aqui e aqui.

Vamos ao livro:
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O Livro (Texto do site, por Tania Menai).

Tudo começou num delicioso almoço de Shabat na casa da Luciana, em outubro de 2013, em Nova York. Conversamos sobre a quantidade e variedade de livros judaicos para crianças em livrarias americanas: pessach, chanuká, sukot, eles tem de tudo. A comparação é sempre inevitável: no Brasil, a realidade é outra.

Adoraríamos que as crianças brasileiras também pudessem usufruir de livros com temas judaicos feitos para elas, com um toque contemporâneo e tropical. Então resolvemos criar! Nossa intenção é escrever uma série que inclui festas e valores. Para começar, elegemos o Shabat, por ser atemporal, universal e cada vez mais necessário.

Resolvemos que a história giraria em torno de uma família moderna, que inclui avô sefaradi, avó esquenazi, pai, mãe e três filhos: uma menina e seus dois irmãos mais velhos. Os nomes das crianças são em hebraico, curtos e acabaram sendo dos nossos próprios filhos. Prezamos a mistura, a abertura e a diversidade: as cenas na escola mostram bem isso.

Tentamos passar a mensagem de um judaísmo contemporâneo, vivido na realidade brasileira, ou de qualquer país da América Latina. Um livro para famílias de casamentos mistos, para crianças judias e não-judias, para crianças de escolas judaicas ou não. Enfim, um livro para crianças.

O tema da história gira em torno de tempo e família e acertamos em cheio ao escolher – a dedo – a Babi para ilustrá-lo. Ela mora no Rio, então nossas reuniões eram por Skype. O resultado não poderia ter sido melhor, não acham?

Nosso projeto sempre foi recebido com sorrisos. Ainda em fase embrionária, a Miriam Gabbai da Editora Callis topou publicá-lo. A partir daí, partimos para a fase de captação de recursos. Para a nossa surpresa, um pequeno grupo de amigos colaboraram sem pestanejar.

Além disso, 160 amigos e conhecidos colaboraram em nossa campanha de crowdfunding, via o site Catarse, que teve mais de mil compartilhamentos em mídia social. Levantamos 130% do valor solicitado, em apenas duas semanas (o prazo era 40 dias!).

Dois anos e muitos capuccinos mais tarde, esperamos que a leitura traga sorrisos, seja um ótimo companheiro das horas em família e incentive, cada vez mais, a apreciação deste tempo.

 

Sobre as autoras:

A paulistana Luciana Pajecki Lederman vive em Nova York, onde cursa Doutorado em Talmud e Educação. Depois de estudar direito e psicologia,em São Paulo, mudou-se em 1999 com o marido para Nova York, onde estudou em horário integral no Jewish Theological Seminar, na Columbia University, deu aulas, participou de seminários, realizou casamentos e trabalhou como voluntária em hospitais e residências para idosos. No Brasil, ela exerceu o rabinato na comunidade paulistana Shalom entre 2005 e 2011, com a qual mantém um forte vínculo.

A jornalista Tania Menai nasceu no Rio de Janeiro, formada em comunicação social pela PUC. Radicada em Nova York desde 1995, de onde trabalha para a mídia brasileira, foi correspondente das revistas Veja e Exame, radio CBN e TV Futura – colabora até hoje para publicações como revista Piaui, Projeto Draft, Trip, TPM, Viagem e 3/3 Turismo, além de publicações costumizadas. É autora de dos livros “Nova York do Oiapoque ao Chui” (Ed. Casa da Palavra), “Tirado os Sapatos” (Ed. Rocco) co-escrito com o rabino Nilton Bonder, e Guia de Nova York (Ed. Abril). Mais em taniamenai.com e nychui.com

A ilustradora carioca Babi Wrobel Steinberg, vive no Rio de Janeiro. Ela é formada em design gráfico com mestrado na Pratt Institute de Nova York. De volta ao Brasil, elaborou trabalhos para estúdios de animação, publicidade, livros infantis, revistas, estamparia, moda, embalagens –chegou a participar da renomada exposição “Ilustrando em Revista”, da Ed. Abril. Babi trabalha com técnicas digitais (ideal para o e-book) e tradicionais como aquarela, lápis de cor, pastel e nanquim. Seu mais recente livro foi lançado em 2014, trazendo um conto que ela escutava de seu pai, Ivan Wrobel: Todo Mundo Saiu. (Editora Escrita Fina). Mais em babiws.com.br

 

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Serviço:
Dados: Callis Editora
Autoras: Tania Menai e Luciana Pajecki Lederman
Ilustradora: Babi W. Steinberg
48 páginas, com texto para os pais e receita de chalá na parte final
Lançamentos:
São Paulo – 29 de novembro de 2015 `as 15.30 na Livraria Cultura do
Shopping Iguatemi (leitura com autoras `as 16hs)
Rio de Janeiro – 17 de janeiro de 2016 `as 17hs na Livraria Argumento
do Leblon (leitura com as autoras `as 17.30hs)

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Abertura da Exposição Forma e Conteúdo – Livro de Artista – em Veneza

 

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Queridos amigos, foi hoje  dia 23 de junho a abertura de nossa exposição em Veneza.
Forma e Contenuto
Esposizione di Libri D’ Arte Di Artisti Brasiliani.

Um projeto com artistas incríveis e com obras que nos fizeram ter muito orgulho!! Artistas – Ana Magalhães, Beatriz de Carvalho, Bel Miller, Branca de Oliveira, Carla Petrini, Celina Lima Verde, Cris Kartalian, Cris Mason, Fátima Lourenço, Guyer Salles, Ivani Ranieri, Lilian Arbex, Maria dos Anjos Oliveira, Marilu Beer, Mauro Guatelli, Natália Lima, Roberto Mazzetto, Sueli Martini, Thamar Bortoletto, Virginia Sé, Zilá Troper, Zina Kossoy.

Muito obrigada a todos que participaram e puderam estar conosco na abertura.
Exposição Forma e Conteúdo 1

Segue o release,  fotos da abertura e ainda um artigo sobre livro de artista que gostei muito de escrever para o Consuelo Blog aqui. Espero que gostem. Aguardo os comentários.

Release:

Exposição “Forma e Conteúdo – Livro de Artista”

Nós do Sciacco Studio Escritório de Arte, sediado em São Paulo – Brasil, temos o prazer de apresentar em Veneza, paralelamente a 56 Bienal, a exposição “Livro de Artista – Forma e Conteúdo.

Com apoio cultural do Ateliê Ivani Ranieri e do ateliê Bottega del Tintoretto do artista Roberto Mazzetto, 22 artistas foram convidados a desenvolver um livro de artista respeitando uma dimensão preestabelecida e uma sugestão de desdobramento criada pela artista Ivani Ranieri. A única regra foi a de respeitar o formato. Por fora todos iguais, mesma capa, mesmas dimensões, por dentro liberdade total para criar, cada um com sua linguagem artística.

Este formato tão conhecido por todos nós, de um livro, quando utilizados pelas mãos de artistas como suporte experimental para expressão de sua linguagem plástica, surge como um objeto poético, estabelecendo relações impensadas entre imagem e palavra, entre a imagem e o formato ou ainda apresentando as palavras como imagens.

Palavras de Enock Sacramento: “Livro de artista, também conhecido como livro-objeto, é uma modalidade de arte contemporânea em que o livro deixa de ser um livro comum, com tiragem grande e textos geralmente longos, para se transformar em elemento de artes visuais, a maioria das vezes com edição de apenas um exemplar e realizado não necessariamente com papel. O artista pode sim criar dentro de padrões pré-determinados. Ele pode, por exemplo, receber um “livro” com miolo sanfonado, de formato padrão para transformá-lo num livro de artista. No caso, o padrão é apenas o suporte. Na fatura de sua obra, ele terá, todavia, ampla liberdade para utilizar este suporte. Poderá desenhar, pintar, colar, rasgar, o que bem entender. O resultado será sempre diferente para cada artista.”

Pudemos ver claramente isto acontecer dentro deste projeto que foi uma verdadeira plataforma para desenvolvimento artístico, onde semanalmente parte do grupo se reuniu para trocar ideias e apresentação das etapas do trabalho.

Cada participante exibe nesta mostra uma visão particular de seu universo com linguagem e técnica livremente escolhida. Aquarela, carvão sobre papel, acrílica, colagem, pintura sobre tecido, gravuras calcográficas, fotografias, papel artesanal, esculturas, além de pensamentos e poemas, se transformam em livros de artista.

Com mais este projeto especial, o Sciacco Studio encurta a distância entre o universo das imagens e das palavras, provoca os artistas participantes a se desafiarem e saírem de suas zonas de conforto, abrindo uma discussão sobre a forma e o conteúdo da arte.

Convidamos a todos para a experiência de ver além da forma, olhar o conteúdo.

 

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Exposição Forma e Conteúdo – Livro de Artista em Veneza

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Palestra e oficina criativa com Maria Cininha

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Maria Cininha

Amigos, esta semana aconteceu a palestra e oficina criativa com a artista plástica Maria Cininha.
Ano passado fiz uma entrevista com ela para o blog da Consuelo Blocker.
Para ler o post no Consueloblog clique aqui.

O assunto abordado também foi sobre criatividade e envelhecimento e ainda com oficina criativa.
Foi super interessante!!!

Cininha falou da sua trajetória, de sua tese que aborda o assunto criatividade e envelhecimento, sobre os caminhos que podem nos ajudar a explorar nosso potencial criativo, sobre os seus projetos, sobre as Marias, sobre o projeto Maria vai à Praça.
Para saber mais do projeto Maria vai à Praça clique aqui

Depois todos nós recebemos uma folha impresa com a mesma imagem, que era uma mesa posta com quatro pratos com tonalidades azuis, garfos e facas e alguns detalhes de flor. Recebemos também duas folhas coloridas, onde deveríamos fazer a colagem e mais algumas folhas com flores, listras, bolinhas, folhas prateadas, douradas, canetas, lápis, furador, tesoura e cola.

A proposta era a seguinte: tinhamos que criar algo com aqueles pratos. Eles teriam que aparecer inteiros no que criassemos, fora esta regra, liberdade total.

“Das coisas nascem coisas” este era o título de nossa oficina.
Incrível como cada pessoa tem um olhar para cada coisa e onde a imaginação pode nos levar.
E mais incrível como pensamos uma coisa ao criar e o outro quando olha para o que criamos pensa em outra totalmente diferente.
Simplifiquei bem, mas é mais ou menos o que acontece quando olhamos para uma obra de arte, cada qual com seu pensamento, sentimento e impressão única do que está vendo de acordo com sua própria vivência.

Esta foi imagem que recebemos:

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Algumas criações:

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Estas foram as minhas: 🙂

Nesta primeira pensei em um vaso com flor, uma amiga que viu pensou em um carroussel e outra em uma roda gigante! 🙂

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Mais criaçōes:

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Cininha tem muito repertório, ideias, criatividade e uma história de vida inspiradora, sempre quis trabalhar com arte, mas só começou a faculdade perto dos 40 anos, mostrando que é possível, em qualquer tempo da vida, concretizar nossos sonhos e planos.

Obrigada Cininha!

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Save the date – 05 de março

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Big Eyes de Tim Burton – Oscar 2015

Hoje é dia de Oscar. Premiação anual americana dedicada ao cinema.
Vários filmes bons!!
Até agora vi dois, Whiplash(excelente!!) e Big Eyes de Tim Burton. Gosto muito do diretor, mas o filme não lembra os efeitos fantásticos que fazem parte da universo dele, talvez uma única cena mostre sua criatividade… A dos olhos grandes…

É um filme baseado em uma história real, da pintora Margareth Keane e seu segundo marido Walter Keane. Eu gostei do filme, mas poderia ter sido melhor, a vida deles é muito interessante e o filme representa a história sem grandes surpresas. Os atores também são bons, mas sem momentos incríveis.
Interessante ver como o marketing levanta um artista e suas obras. Walter apesar de assumir a autoria das obras, tem o talento inegável para a promoção de seu próprio nome e das obras.

A sinopse do filme:

Não recomendado para menores de 12 anos
O drama da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras.
Título original:Big Eyes
Distribuidor:PARIS FILMES
Ano de produção:2014

“A história por trás de Grandes Olhos é extraordinária: Margaret Ulbrich é uma pintora insegura, mãe solteira, até descobrir o carismático Walter Keane e se casar. Ela cria obras populares de crianças com grandes olhos, mas Walter passa a assumir publicamente a autoria das obras, com a conivência da esposa. Dez anos mais tarde, ela decide processá-lo na justiça para retomar o direito de seus próprios quadros. Mas como todos teriam acreditado nessa farsa durante tanto tempo? Por que Margaret teria se deixado levar pelo esquema? Estas são algumas das questões fascinantes levantadas pela história.”

Algumas de suas telas.

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A pintora Margareth Keane.

Trailler aqui

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Minhas dicas no Consuelo Blog

Post no Consueloblog com dicas (imperdíveis) minhas e da Consuelo de New York.
Passa lá e entra pra comentar!! O salotto é sempre uma festa!

É só clicar aqui

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Vista do Highline em New York. Mural assinado por nosso artista brasileiro Kobra.

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Filed under Arte, Exposições, Museus, Nova York

Toy art brasileiro – os Rolhecos!!

Pesquisando sobre toy art no Brasil encontrei o trabalho do designer Paulo Grohmann, achei incrível e criativo.

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Paulo teve esta ideia quando estava brincando com seus filhos, a ideia deu tão certo que a brincadeira virou coisa seria.
São feitos com rolhas, cotonetes e fios. Ele não compra as rolhas novas, compra as usadas, o que também torna o projeto sustentável. Os cotonetes, ele jura, só utiliza os novos!! São pintados um a um e eles tem uma marca: o sorriso aberto!

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Fiz agumas perguntas para o Paulo:

Além dos rolhecos, sua empresa comercializa outros produtos?
Sou designer gráfico por profissão, e a Brinte nasceu com o propósito de oferecer serviços gráficos, criação de marcas principalmente. A marca Rolhecos teve início há pouco tempo, em setembro/2013. A loja online acabou de ficar pronta, e nela ofereço criações próprias, como os Champs e os Bounes. Personagens da cultura pop, como os Minions, Harry Potter e Super heróis são feitos sob encomenda.

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Onde podemos comprar os rolhecos?

Podem comprar pelo site www.rolhecos.com.br e também na Coisas da Dóris – nos Jardins e online: www.coisasdadoris.com.br (kit de pintura e anjinhos)

Você trabalha com oficinas ensinando a fazer os rolhecos?
Está nos planos realizar oficinas com as crianças, provavelmente faremos a primeira já em fevereiro.

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A campanha para incentivar as pessoas a levarem as rolhas foi bem sucedida?
A campanha está sendo um sucesso, já foram arrecadadas mais de 3.000 rolhas em apenas um mês. A campanha termina dentro de alguns dias, logo terei os números para divulgação.

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O branquinho para ser customizado faz sucesso? Adultos e crianças?
O kit de pintura é um hit entre as crianças. Ensinar os pequenos a customizar os Rolhecos é uma ótima diversão.

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Quem compra mais, homens ou mulheres?
O público principal é feminino, sem dúvida.

As pessoas colecionam? Ficam a espera de novos modelos?
Já temos algumas colecionadoras sim!
Estou sempre criando novos personagens, quem acompanha pelo Face, Twitter ou Instagram fica sabendo de antemão.

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Que interessante, sempre achei que o público de toy art fosse masculino na maioria, talvez no Japão e Estafos Unidos. No caso dos rolhecos, as mulheres estão imperando!
Eu gostei muito! Quero mais do que um pra mim!

Mais informacōes:
Recentemente o blog do vinho tinto fez duas matérias ótimas com muita informação sobre os Rolhecos.A entrevista com Paulo está excelente.
www.blogvinhotinto.com.br

Entrevista:
www.blogvinhotinto.com.br

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Ser feliz hoje!! Com texto de Ary Fontoura

Hoje é aniversário de minha irmã.
A primeira depois de mim( tenho mais uma irmã e um irmão) todos queridos e engraçados!!

Como a aniversariante e eu temos (quase) a mesma idade, fomos muito próximas na infância e adolescência. Ficamos um período sem conversarmos tanto porque casamos, cada uma com suas vidas, suas tarefas, seus filhos… pelos mesmos motivos, somos novamente muito próximas.

Mais que minha irmã, ela é minha amiga.
Privilégio maravilhoso este, ter como uma das melhores amigas, a irmã, que te conhece desde que nasceu, pra quem você não precisa explicar como é sua família, porque ela faz parte da mesma família. Que pode praticamente ser sua memória, porque ela estava lá em muitas situações que você viveu e que não lembra…
Dar muitas risadas em conversa séria, chorar rindo por alguma coisa grave deixando a carga mais leve… Sempre achando graça de nós mesmas…Muitas vantagens!! Quem tem um amigo tem tudo, diz o ditado! Imagina uma amiga/irmã?!!

Li um texto do Ary Fontoura que também faz aniversário hoje e compartilhado no facebook.
O texto me fez pensar em tudo o que eu quis ser e não fui, e não sou.
Também sonhei muita coisa pra mim e quase nada do que imaginei, quando adolescente, aconteceu. Em compensação, muita coisa que nunca imaginei, aconteceu!! :))

Sonhamos com milhões de coisas e a maioria talvez não dê pra alcançar nesta vida.
Mesmo assim a vida é bela, e pode ser mais bela se conseguirmos entender que tudo pode ser mais simples e os desejos podem ser outros, quando percebemos o real valor de viver e conseguimos enxergar as pessoas como elas são, ter carinho por elas, aceitando as falhas e as diferenças.
Entender que podemos fazer planos, estabelecer metas, ter sonhos, muitos sonhos, mas principalmente, ter a consciência de que, na verdade, não estamos no controle e que a vida é a que se apresenta toda manhã e que devemos aproveitar da melhor forma, saborear cada instante, felizes!!

Parabéns querida irmã!
Agradeço a Deus por tê-la perto de mim e minha oração é que Deus lhe dê muita saúde e alegria, mesmo que em sua vida seja tudo diferente do que um dia pensamos pra nós.
Que seus sonhos sejam renovados!
Porque o que realmente importa é o amor, é o que fica
.

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Segue o texto do Ary Fontoura.
Vale a pena ler.


Ary Fontoura
As Coisas Simples da Vida

O dia 27 de janeiro é o dia do meu aniversário e de outros tantos aquarianos que decidiram desembarcar nesse planeta para essa longa jornada que é a vida. Já são 82 primaveras, enchendo a bagagem de experiências, umas boas e outras… deixa pra lá. Mas, por incrível que pareça, quanto mais cheia é essa “bagagem da vida”, mais leve ela parece ficar. Ao longo dessa viagem, acumulei sonhos e uma lista infindável de conquistas e desejos: Desejei ter um milhão de amigos, conquistei de verdade uns dois ou três para uma vida inteira; sonhei ter 1.90 de altura e ser o mocinho da novela das 8, não fui escalado para o mocinho, mas carrego um currículo com mais de 40 telenovelas e o eterno Nonô Correia, o mais popular dos meus personagens; desejei ter um patrocinador para fazer teatro e hoje estou em cartaz com ‘O Comediante’ em São Paulo, e torço para que o Bradesco continue a nos apoiar; desejei ter uma casa, um carro, e uma piscina no quintal, conquistei com o meu trabalho; sonhei viajar para os anéis de Saturno, fui parar na Disney, e me diverti; desejei brindar o último réveillon com uma garrafa de Veuve Clicquot, me ofereceram uma taça de cidra e adorei; desejei que chovesse nos últimos dias, mas a minha cidade e o meu jardim estão torrados pelo sol escaldante de um verão seco; desejei que as calotas polares parassem de derreter, não pararam; desejei ter um cachorro, hoje tenho 3 e sou sócio da Suipa; sonhei com um país socialista igualitário, passei por uma ditadura militar, e acabei refém de um capitalismo cruel; desejei, de coração, um mundo melhor para o homem, para que fôssemos mais alegres e menos calejados e, confesso, nunca deixarei de sonhar. E, depois de tanto encher essa “bagagem da vida” com desejos e sonhos, percebi com o tempo que os grandes valores estão nas coisas mais simples da vida, e aprendi a respeitar o ser humano, as diferenças, as opiniões, as limitações, entendendo que o mais importante nessa viagem é ter saúde no corpo, paz na alma, amor no coração e fé para ser feliz!

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Análise da Obra: “O Remorso de Orestes” de Willian Adolphe Bouguereau por Luciene Felix Lamy

Começando o ano com mais uma incrível análise completa de Luciene Felix Lamy.
Vale a pena ler com calma e olhando cada parte da obra para entender bem todos os detalhes e o contexto da história.
Boa leitura! Aguardo os comentários!!

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“O Remorso de Orestes” de Willian Adolphe Bouguereau

Análise da Obra: “O remorso de Orestes” de William­ Adolphe Bouguereau

IMAGEM: Bouguereau.Orestes

LEGENDA DA IMAGEM: O remorso de Orestes (1862), de William­Adolphe Bouguereau (1825­

1905). The Chrysler Museum of Art, Nortfolk, Virgínia.

Bouguereau foi um talentosíssimo pintor do belo, do sublime, da meiguice e da docilidade (basta dar um “Google Imagens” para constatar que você sempre adorou sua arte). Mas nas poucas obras em que ousou retratar a violência, também o fez com maestria.

Na cena acima, observamos um rapaz desesperado, tapando os ouvidos enquanto é perseguido por três mulheres furiosas. Todas elas fixam o olhar sobre ele e apontam­-lhe o dedo indicador chamando a atenção do jovem para outra figura feminina desfalecida, apunhalada no coração.

Vestindo um dramático manto vermelho sobre um vestido branco, é a rainha Clitemnestra que acaba de ser assassinada pelo próprio filho, Orestes. A consciência não o deixa em paz!

Ainda no retrato desse drama, constatamos o vigor de quatro corpos em movimento, em contraste com um outro corpo paralisado. Observem que as Erínias (também conhecidas como as três parcas, as moiras, as tecelãs, as Fúrias) possuem cabelos de serpentes. Desfiguradas, suas faces exprimem ódio, indignação e ameaça. Uma delas ostenta uma serpente bem grande como se fosse um chicote, enquanto a outra porta um archote.

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Eruditos, os artistas doutrora prezavam muito a cultura clássica e, como não podia deixar de ser, para compreender os meandros da psique humana, debruçavam­- se sobre os tragediógrafos gregos.

Bouguereau demonstra profunda familiaridade com a tragédia de Ésquilo, intitulada “Eumênides” (548 a.C.), pois o tema retratado nesse quadro é o ato mais aviltante que se pode cometer: o assassínio da própria mãe, o nefasto crime de matricídio.

Para que a fruição, a contemplação dessa obra magistral seja ainda mais completa, perscrutemos por que esse rapaz ousou matar a própria mãe e como a cena retrata a transição do matriarcado para o patriarcado.

A mando do deus Apolo (Sol), o rapaz foi “autorizado” a matar a mãe para vingar a morte do pai.Sim, a mãe de Orestes, Clitemnestra assassinou o marido, o lendário rei de Esparta, Agamêmnon, por ter sacrificado sua primogênita, Ifigênia para conseguir bons ventos e partir para a conquista de Troia.

Historicamente falando, tanto a arte literária quanto a pictórica revela a superação das leis mais antigas (matriarcado) pela nova lei (o patriarcado).

O crime será presidido por Athena que, durante o julgamento de Orestes, no Areópago de Ares(onde eram julgados os crimes de sangue), proferirá seu famoso “voto de Minerva” (nome romano de Athena), desempatando o veredicto do juri.

Para a religião arcaica (cerca de 1.200 a.C.), quem derrama sangue materno ofende e viola o direito inexorável da terra­mãe.

As Erínias, também conhecidas como “As Fúrias”, a vingança, nascidas do sangue que jorrou dos órgãos genitais de Urano (Ouranós, os Céus), ceifado por seu filho Chronos (o tempo, Saturno para os romanos), perseguiriam e não deixariam impune o mais aviltante crime contra a própria natureza. Para esta cultura só existe um laço sagrado: o de mãe e filho.

Retomando o desenrolar da machina fatalis: Agamêmnon sacrifica a filha Ifigênia, é assassinado pela mulher Clitemnestra e vingado pelo filho Orestes, por ordem expressa do deus Apolo.

Apavorado com as Erínias sob seu encalço, Orestes procura abrigo no templo da deusa da Justiça.
Abraçado aos pés da estátua de Palas Athena, suplica por um julgamento e, contando com a pronta defesa do deus da harmonia Apolo, anseia por acolher o veredicto que vier.

Uma mudança não se dá sem luta. Chega o inadiável momento em que se travará o definitivo embate entre: a) de um lado, as catatônicas forças das profundezas da terra, a natureza germinadora, das trevas subterrâneas do Hades, personificações antropomórficas (que o homem constrói imageticamente à sua semelhança) dessas potências (as Erínias representam o matriarcado) e; b) do outro, o dia claro da razão, a nova luz do Olimpo presidido agora por Zeus, o lógos que se impõe à instauração da política humana que se assenta em Diké, a lei da pólis (Apolo e Palas Athena, arautos da nova ordem que representam o patriarcado).

Todo processo de julgamento de Orestes procedem cerimoniosamente como o instituímos até hoje, mais de vinte e cinco séculos depois: apresenta­-se o réu e a denúncia, o advogado de defesa (Apolo) e as acusadoras (as Eríneas), o júri (doze atenienses) e a juíza (Palas Athena).

Quando Orestes indaga ao coro porque as Erínias não perseguiram sua mãe Clitemnestra ao matar seu pai, este afirma não ter sido cometido crime contra o sangue, ao que ele prontamente indaga: “e eu seria, por acaso, do sangue de minha mãe?” Indignadas, as Erínias perguntam: “Não foi ela, assassino, quem te alimentou em seu seio? Renegas o dulcíssimo sangue materno?”.

Para o matriarcado, o pai, seja ele quem for, apenas deposita a semente na mulher, como um lavrador anônimo que semeia a terra, verdadeira fonte de tudo o que brota
.

Já para o patriarcado, a mulher é, assim como a terra, apenas depositária da semente, sendo, portanto, o pai o grande responsável pelo que brota, enquanto a mãe, matriz fria e passiva, não
gera, apenas alimenta o germe nela semeado.

O argumento apresentado na defesa de Orestes por Apolo alude ao nascimento da juíza Palas Athena, ela mesma gestada nas meninges de Zeus e parida pela machadada certeira do ferreiro divino Hefestos(Vulcano para os romanos).

Iradas com Apolo, as Erínias vociferam e ameaçam: “Tu jovem deus, esmagas nossa velhice, mas aguardo a sentença e contenho até lá minha cólera contra a cidade”.

Enquanto os doze cidadãos atenienses depositam seus votos na urna, a deusa da Justiça esclarece: “Serei a última a pronunciar o voto. E os somarei aos favoráveis a Orestes. Nasci sem ter passado por ventre materno; meu ânimo sempre foi a favor dos homens, à exceção do casamento; apoio o pai. Logo, não tenho preocupação maior com uma esposa que matou o seu marido, o guardião do lar; para que Orestes vença, basta que os votos se dividam igualmente”.

Faz­-se silêncio. Diante da ansiedade de todos os presentes, uma pausa. A deusa dá seu veredicto “Este homem está absolvido do crime de matricídio porque o número de votos é igual dos dois
lados”. Há em jogo algo mais relevante neste tribunal in dubio pro reo, neste tribunal da justiça e não da vingança.

Com o “voto de Minerva” dá­-se o estabelecimento da supremacia da luz do lógos sobre as “Fúrias”, forças ctônicas da natureza. O pai, guardião do lar e não a mãe, tem a prioridade do direito que procede de Zeus, pai de ambos, Apolo e Palas Athena. Estes são os novos deuses, os do Olimpo, com suas novas leis.

Sobre o inconformismo das imortais Erínias, habitantes das entranhas da matéria, elas, filhas da noite, que originam toda espécie de vida “detentoras do nascer e do morrer, os dois pontos finais entre os quais, segundo Platão, move­sse a trajetória de todas as coisas”, vaticinam sérias ameaças à cidade de Atenas.

A sapientíssima juíza, gestada na cabeça (razão) de Zeus, graças à arte da retórica, conteve as “Fúrias”com incomensurável empenho.
Reconhecendo seus poderes, prometendo- ­lhes mansões e templos dignos, tem seu voto de desempate acolhido pelas Eríneas que passam a ser reverenciadas em Atenas e a ser chamadas “Eumênides”: as benevolentes (daí o título da obra). Quem mais senão a diplomática Palas Athena, com seus lúcidos e irrefutáveis argumentos para aplacá­las?

Por não vivermos mais numa sociedade exclusivamente agrária, governada e endeusadora da terra e da fertilidade, por termos agora que estabelecer novas leis conciliatórias sobre a violência que nasce da vingança dos crimes de sangue, do “sanguine coniunctae” que dizimava famílias inteiras na Hélade, o direito ao julgamento, a política da pólis se impõe: Vitória do Lógos!

Elementar que a contagem de votos tenha empatado: o filho é do pai tanto quanto também é da mãe. Superada a fúria cega das forças brutas, indiscriminadamente germinadoras, caberá à pólis, pela primazia da ratio, deter o caos e instaurar uma nova ordem. Poder germinador da terra, dom e graça das Mães. Mas, para que não haja desequilíbrio, constatamos que não é mais sábio (Palas Athena)nem harmonioso (Apolo) que o exerçam sozinhas, quando antes da pólis.

Do ventre das férteis Erínias de nosso solo ainda proliferam frágeis e desamparadas sementes de irresponsáveis(posto que ausentes)lavradores anônimos. São as crias da escuridão e da injustiça, distantes da justiça de Athena, da luz de Apolo.

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