Monthly Archives: November 2015

Lançamento do livro: Laila tinha uma surpresa. Uma história de Shabat

Hoje  quero falar do lançamento de um livro que tem duas autoras, Tania Menai e Luciana Pajecki Lederman. Conta também com a ilustradora carioca Babi Wrobel Steinberg.

Antes de falar do livro, quero contar pra vocês como conheci a Tania.(Fiz um post, um tempinho atrás falando de algumas pessoas incríveis que conheci através da internet. Se você quiser ler o post clique aqui.)

Então,Tania é uma destas pessoas incríveis! Pesquisando pela internet cheguei ao site dela.
Fui lendo as entrevistas (que ela é craque em fazer), conheci o blog que ela mantém na revista TPM, o SóemNY e fui me tornando fã de tudo que ela escrevia. Acompanhei o lançamento do primeiro livro, do Oiapoque ao Chui e o nascimento da filhinha Laila. Neste tempo já a conhecia pessoalmente e fiquei mais fã ainda.
imaginem a minha felicidade quando ela aceitou desenvolver um trabalho conosco!!
:)
Tenho o maior orgulho de ter no currículo do nosso escritório algumas newsletters escritas por ela.
Você pode ler alguns dos textos da Tania que publiquei no blog aqui, aqui e aqui.

Vamos ao livro:
capalaila

O Livro (Texto do site, por Tania Menai).

Tudo começou num delicioso almoço de Shabat na casa da Luciana, em outubro de 2013, em Nova York. Conversamos sobre a quantidade e variedade de livros judaicos para crianças em livrarias americanas: pessach, chanuká, sukot, eles tem de tudo. A comparação é sempre inevitável: no Brasil, a realidade é outra.

Adoraríamos que as crianças brasileiras também pudessem usufruir de livros com temas judaicos feitos para elas, com um toque contemporâneo e tropical. Então resolvemos criar! Nossa intenção é escrever uma série que inclui festas e valores. Para começar, elegemos o Shabat, por ser atemporal, universal e cada vez mais necessário.

Resolvemos que a história giraria em torno de uma família moderna, que inclui avô sefaradi, avó esquenazi, pai, mãe e três filhos: uma menina e seus dois irmãos mais velhos. Os nomes das crianças são em hebraico, curtos e acabaram sendo dos nossos próprios filhos. Prezamos a mistura, a abertura e a diversidade: as cenas na escola mostram bem isso.

Tentamos passar a mensagem de um judaísmo contemporâneo, vivido na realidade brasileira, ou de qualquer país da América Latina. Um livro para famílias de casamentos mistos, para crianças judias e não-judias, para crianças de escolas judaicas ou não. Enfim, um livro para crianças.

O tema da história gira em torno de tempo e família e acertamos em cheio ao escolher – a dedo – a Babi para ilustrá-lo. Ela mora no Rio, então nossas reuniões eram por Skype. O resultado não poderia ter sido melhor, não acham?

Nosso projeto sempre foi recebido com sorrisos. Ainda em fase embrionária, a Miriam Gabbai da Editora Callis topou publicá-lo. A partir daí, partimos para a fase de captação de recursos. Para a nossa surpresa, um pequeno grupo de amigos colaboraram sem pestanejar.

Além disso, 160 amigos e conhecidos colaboraram em nossa campanha de crowdfunding, via o site Catarse, que teve mais de mil compartilhamentos em mídia social. Levantamos 130% do valor solicitado, em apenas duas semanas (o prazo era 40 dias!).

Dois anos e muitos capuccinos mais tarde, esperamos que a leitura traga sorrisos, seja um ótimo companheiro das horas em família e incentive, cada vez mais, a apreciação deste tempo.

 

Sobre as autoras:

A paulistana Luciana Pajecki Lederman vive em Nova York, onde cursa Doutorado em Talmud e Educação. Depois de estudar direito e psicologia,em São Paulo, mudou-se em 1999 com o marido para Nova York, onde estudou em horário integral no Jewish Theological Seminar, na Columbia University, deu aulas, participou de seminários, realizou casamentos e trabalhou como voluntária em hospitais e residências para idosos. No Brasil, ela exerceu o rabinato na comunidade paulistana Shalom entre 2005 e 2011, com a qual mantém um forte vínculo.

A jornalista Tania Menai nasceu no Rio de Janeiro, formada em comunicação social pela PUC. Radicada em Nova York desde 1995, de onde trabalha para a mídia brasileira, foi correspondente das revistas Veja e Exame, radio CBN e TV Futura – colabora até hoje para publicações como revista Piaui, Projeto Draft, Trip, TPM, Viagem e 3/3 Turismo, além de publicações costumizadas. É autora de dos livros “Nova York do Oiapoque ao Chui” (Ed. Casa da Palavra), “Tirado os Sapatos” (Ed. Rocco) co-escrito com o rabino Nilton Bonder, e Guia de Nova York (Ed. Abril). Mais em taniamenai.com e nychui.com

A ilustradora carioca Babi Wrobel Steinberg, vive no Rio de Janeiro. Ela é formada em design gráfico com mestrado na Pratt Institute de Nova York. De volta ao Brasil, elaborou trabalhos para estúdios de animação, publicidade, livros infantis, revistas, estamparia, moda, embalagens –chegou a participar da renomada exposição “Ilustrando em Revista”, da Ed. Abril. Babi trabalha com técnicas digitais (ideal para o e-book) e tradicionais como aquarela, lápis de cor, pastel e nanquim. Seu mais recente livro foi lançado em 2014, trazendo um conto que ela escutava de seu pai, Ivan Wrobel: Todo Mundo Saiu. (Editora Escrita Fina). Mais em babiws.com.br

 

Image
Serviço:
Dados: Callis Editora
Autoras: Tania Menai e Luciana Pajecki Lederman
Ilustradora: Babi W. Steinberg
48 páginas, com texto para os pais e receita de chalá na parte final
Lançamentos:
São Paulo – 29 de novembro de 2015 `as 15.30 na Livraria Cultura do
Shopping Iguatemi (leitura com autoras `as 16hs)
Rio de Janeiro – 17 de janeiro de 2016 `as 17hs na Livraria Argumento
do Leblon (leitura com as autoras `as 17.30hs)

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A alegria de poder celebrar a vida da minha querida irmã!

Hoje é aniversário da minha irmãzinha mais nova! Não tão mais nova :)
Temos pouca diferença de idade, quando ela nasceu eu tinha cinco anos.(Em negrito pra deixar bem claro!! hahahahah)

Este post é pra deixar registrado o quanto ela é importante na minha vida!

Cris, você sabe que eu sempre quis ser mãe, desde pequena, sonhava com um bebezinho. Primeiro brinquei com a boneca Mãezinha(que ainda tenho)  e logo depois nasceu você,  uma bonequinha loira de cabelinhos cacheados e olhos verdes. Nossa mãe diz que chegava no quarto e lá estava eu, segurando você no colo, pegava do berço e ficava sentada na cama um tempão. Tenho uma lembrança desta cena, como se fosse um filme…
Crispequena

Você foi meu primeiro amor maternal, minha primeira filhinha! Foi  crescendo, cada vez mais linda e ligada a mim.

Lembro de você sempre alegre, boazinha e rápida!

Eu ia às reuniões na escola, você me seguia pra saber onde eu estava, não dormia enquanto eu não chegava… Lembrar disto me deixa emocionada… Como você cresceu, logo precisei arrumar outro bonequinho e você foi tia aos 15 anos!

Uma tia espirituosa, antenada e participativa!

Acho que a época em que as crianças eram pequenas foi o período em que mais nos vimos. Todo final de semana juntas, viagens, chácara, Caraguá… Passamos noites acordadas conversando (você fala bastante),  passamos horas no telefone dando risada de tudo, de nós! Dividíamos as histórias que aconteciam com as crianças, das mais relevantes até as mais bobinhas (lembrando que o Dani sempre preferiu você) e que agora o neto também prefere a tia avó, ufa!

ParabénsCris

Você é muito especial, querida e amada e hoje é seu dia! Dia de festa, mesmo trabalhando!

Não sei tudo o que você sonhou pra você e o que sonha,  o que eu sei é que  as coisas não acontecem como pensamos ou planejamos, aliás acontecem totalmente diferentes, mas tenho certeza que temos, que você tem,  muito o que lembrar, comemorar e ainda viver!

Eu te desejo tudo de melhor que o mundo possa te dar, que você seja feliz, que tenha saúde, alegrias e amor, que ache graça das coisas, que continue me ligando pra darmos risadas e que esteja sempre pertinho de mim.

Parabéns! Que Deus te abençoe a cada dia!

“Te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar…”

Nando Reis,  que sei que você gosta,  pra comemorar.

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Sexta feira dia 13 de novembro de 2015

13nov2015---alemaes-acendem-velas-em-homenagem-as-vitimas-dos-atentados-de-paris-na-franca-em-frente-a-embaixada-francesa-em-ber Foto retirada desta matéria no Uol aqui

Sexta feira foi um dia muito triste.

Não tem como parar e não pensar em Paris, nas barragens trincadas, no Rio de Janeiro,  na guerra que acontece entre os países…

É impressionante como o homem, mesmo com tantas descobertas, mesmo chegando à Lua e  quase à Marte, ainda não consegue resolver questões sejam simples ou complexas com conversa, com bom senso, com tolerância.

Tudo isto parece tão distante de nós…

Fiquei pensando nas críticas que li  e em como nos posicionamos. Não conseguimos entender porque isto acontece, mas não cedemos nosso lugar na fila por nada. Somos intolerantes no trânsito e impacientes com quem não partilha de nossas opiniões políticas, religiosas ou qualquer outra que seja. Na época das eleições pudemos ver isto claramente, amigos cortando relações, excluindo de seu convívio virtual e real quem vota em outro partido.

Queremos que o outro entenda e mude!

Mude para o que achamos certo. E o outro também quer o mesmo.

E é assim. explicação simplista do que acontece no mundo.

Ah! Somando a esta intolerância: poder,  dinheiro e  orgulho. Tem bomba mais poderosa?

A dor existe. E o caso não é se a dor de  Paris ou a de Bento Gonçalves ou da Síria é maior. Se estamos dando muita atenção a eles e pouca a nós.

Fato é que o ser humano está cada vez mais irracional e o caso  é que precisamos mudar e esta mudança ter que acontecer aqui e agora.

Começando com cada um de nós. Parece algo muito batido pra se dizer, mas se cada um fizer algo,  mesmo que pareça irrelevante diante de um mundo tão grande e tão cheio de problemas, as coisas melhoram. Mesmo que seja um bom dia, uma flor, um pão… já melhora.

Não podemos esperar pelo outro, porque só podemos tomar nossas próprias atitudes e assim fazer a nossa parte.

Aquela conversa de que sou sozinho e sou um só não é desculpa.

Esta semana falei aqui no blog sobre o projetos dos vestidos, fiquei feliz por tantas pessoas que se envolveram, perguntaram, pessoas  que querem participar e que já participam de outros projetos pensando no bem do outro. Mas não é só isto. Acredito que olhar o outro com respeito, tratar o outro com tolerância, aceitar suas posições é tão importante quanto todos os projetos sociais.

Claro que isto não significa aceitar a morte e a guerra como posição.

Hoje o dia é de tristeza pela tragédia, pela morte, pela perda, pelos parentes que sofrem, pela intolerância, pelas guerras, pelo mal que existe neste mundo. Um dia para reflexão.

Pois não há mal que dure pra sempre.

Esta é minha fé.      

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Vestidos em Algodão para as Meninas do Sertão

são franscisco quadrado

Oi amigos, hoje quero compartilhar com vocês um projeto que conheci através da Maria Cininha ( que vocês já conhecem por este post aqui que fiz para o Consuelo Blog)

Este projeto foi criado por Theresa Maria, uma senhora da cidade de Recife que resolveu costurar um vestidinho por dia em algodão para as meninas do sertão. Inspirada em outra senhora, de 99 anos,  chamada Lilian Weber que se propôs  costurar 1000 vestidos antes de completar 100 anos.
Fico pensando por que este projeto me encantou tanto?  Que faísca se acendeu em mim?
Eu realmente amei a ideia, fiquei admirada com a  senhora que serviu de inspiração, com a beleza, a criatividade, a belezura das Marias da Maria Cininha, com os vestidinhos feitos com capricho, com as meninas do sertão, com a imagem do dia da entrega dos vestidinhos…
Sim, tudo isto me encantou, mas talvez, o que mais tenha tocado meu coração,  tenha sido a questão do tempo.
O de tirar tempo para o outro.
Outro dia a Consuelo, do Consuelo Blog,  escreveu sobre como organizar nosso tempo pra  conseguirmos cumprir nossas metas, organizar nosso trabalho que amamos, cuidar de nós mesmas e ainda dar atenção para nossos queridos? Para ler este post da Consuelo, clique aqui.
Aí eu me pergunto: como dar conta de tudo isto e ainda pensar em tirar tempo para o próximo, que na verdade nem é tão próximo ?
Fiquei imaginando esta  senhora americana, que serviu de inspiração.  Pela lógica, com 99 anos não temos muito tempo de vida, cada segundo é um tesouro. Daí, a pessoa tem uma ideia beneficente e tira seu tempo precioso pra se dedicar a alguém que nunca viu?!
Tempo pensando num bem maior, numa sociedade, num planeta, numa vida.
Não é algo incrível?!!
Fiz umas perguntas pra Maria Cininha, que também dedica grande parte de seu tempo à este projeto,
Cininha tem participação ativa, criou a identidade de Vestidinhos de algodão para as meninas do Sertão, a página no facebook, alimenta o blog com notícias e emprestou suas Marias para que a cada 1000 curtidas no facebook, um vestidinho com a imagem delas fosse criado. Já são muitos vestidos comemorativos com a imagem das Marias da artista.
Alguns dos vestidos comemorativos:
vestidinhoscomemorativos (1)
vestidocomemorativo2
Vamos saber mais:
Cininha, fale sobre o projeto “Vestidos em Algodão para as Meninas do sertão”e como você o conheceu?
Da disposição e solidariedade de Thereza Maria, nasceu este projeto, logo Aída  Nejaim também se engajou e hoje ambas estão a frente do projeto. Tem como objetivo costurar um vestido por dia em algodão para as meninas do sertão de Pernambuco. Abrange crianças de 02 à 12 anos… Hoje este time cresceu muitos e temos mais pessoas, de todo Brasil,  costurando um vestido por dia, ou um por semana, ou conforme a disponibilidade. E não faríamos nada disso sem as nossas preciosas colaboradoras… que doam tecido, linhas, rendas, fitas, aviamentos, botões… Da menor a maior todas as doações são importantes para manter este projeto.
Obs:. Thereza Maria se inspirou no projeto de Lillian Weber uma senhora americana que se propôs costurar  1000 vestidos para as meninas da Africa até o seu aniversário de 100 anos. Thereza afirma que Dona Lillian é sua musa inspiradora.
 
 Eu fui convidada por Thereza Maria logo no começo de março para fazer parte do projeto juntamente com as Marias que fazem a divulgação e emprestam a identidade para o projeto, de tal forma que a cada 1000 curtidas na página do facebook do projeto um vestido é criado com uma das Marias e ficam uma formosura.  Já são 15.000 e 15 vestidos com Marias. Por isso tudo ganhei o status de fada madrinha do projeto o que muito me envaidece.
O que te emociona neste projeto?
Para mim o mais emocionante é o respeito à estas meninas… o capricho com o qual cada vestidinho é criado, cada detalhe, as combinações de cores, verdadeiros vestidos de grife. Como costumo dizer é como se cada menina não fosse uma desconhecida, mas uma garotinha que está esperando paciente e encantada sentada ao lado de quem costura…rsrsrs
Outra coisa os vestidos não se repetem cada um é único, isso reafirma o que disse acima, respeito a uma menina mesmo que quem costure não conheça a cor dos seus olhos ou o seu jeito de andar. Isso é tudo de bom!
Dá tempo de ajudar?
Sim, dá tempo de ajudar!
Para os vestidos temos muito material. Estendemos o projeto para os meninos e também conseguimos muitas camisetas que foram estampadas especialmente para eles. Hoje precisamos de bermudas e cuecas  de 02 a 12 anos,
Endereço para entrega:
Praça da República 465 conjunto 63
São Paulo SP CEP 01045-001
oscaras1
As camisetas para os meninos:
camisetasparaosmeninos
Quando acontecerá a entrega para as crianças?
Novembro e dezembro.
Um detalhe: as organizadoras não pedem nenhuma contribuição em dinheiro. Toda a colaboração recebida foi e continua sendo em material.
Clicando no facebook aqui é só entrar  e curtir ajudando a divulgar e inspirando outras pessoas a fazer coisas semelhantes. Não vamos esperar acontecer, vamos fazer acontecer. E o blog aqui.
Queridos amigos,
Toda vez que eu penso em tempo, penso em tempo pra mim.
Tempo pra não fazer nada, pra dormir, pra viajar, pra estudar, pra estar mais com minha família e amigos…
Talvez por isto, eu ache tão sensacional este projeto.
 Eu gostaria muito de tirar parte do meu tempo para pensar além de mim e do que já amo e contribuir de alguma forma com projetos como este.
Só não digo que vou conseguir costurar um vestidinho por dia… Será que serve um post?

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