Monthly Archives: March 2014

Karen Hofstetter cria coleção cápsula para Ana Capri

Eu acredito que vivemos realmente numa era de customização, de peças autorais, do exclusivo, de artigos especiais desenvolvidos por artistas e designers.
As empresas de diversos segmentos estão buscando e apresentando suas coleçōes e produtos baseadas neste conceito.

Com o tema “Vai chover amor” e inspirada na sua obra Polka Rain, a designer paulistana Karen Hofstetter criou uma coleção cápsula para a marca de sapatilhas Ana Capri do grupo Arezzo.Além das estampas desenvolvidas por Karen, as flats também tem frases de Luciana Elaiuy que trabalha com a ilustradora.
Sapatilhas do dia a dia, coloridas, zebradas, tigradas e as assinadas por Karen, com as frases poéticas, inspiradoras e divertidas de Luciana.

Tenho prestado bastante atenção neste assunto e nos últimos dias vi dois produtos dentro deste conceito em um dos programas do Canal Arte1.
Lenços e azulejos: assunto para o próximo post.

As ilustraçōes que deram cara a campanha.

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O lindo convite!

E olhem esta minha foto da fachada da loja. Prestem atenção nas pessoas de mãos dadas na parte superior.
Viram? Elas não existem (originalmente), a luz formou estas imagens que enxerguei e fotografei.

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A sua criatividade está envelhecendo junto com você?

Hoje tem post meu no Consueloblog sobre criatividade e envelhecimento.
A entrevista é com a autora da tese, a artista plástica e educadora Maria Cininha.
Passa por lá e deixa sua opinião!
Eu quero saber!

http://www.consueloblog.com/criatividade-envelhece-tania-sciacco-explora-com-maria-cininha/

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“O Banquete dos Sentidos” no Alucci, Alucci

Hoje foi o lançamento do livro “O Banquete dos Sentidos” de Lucia Faria no seu delicioso restaurante, Alucci, Alucci, que eu não conhecia, considerado um dos melhores de São Paulo.
Além do livro, lançou o seu projeto das quartas, Alucci Hour.
A partir da semana que vem, no andar superior da casa, comidinhas especiais e apresentação de um jazz acústico para relaxar e começar a noite.

Lucia, foi um prazer conhecer você e seu espaço! Voltarei muitas vezes!

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Concurso que leva você à Itália!!

Amigos,
Participem deste concurso
que reune tudo que é bom nesta vida:
Viagens, passeios, conhecimento, Europa, amigos, alegria, alegria!

E se você for o felizardo, vai ganhar passagem e dois cursos, um com Luciene Felix Lamy, que fez a análise da obra de Van Eyck aqui no nosso blog e o outro curso, com a arquiteta Sandra Gorski, com temática incrível!
Imaginem as aulas ao vivo e a cores?!!

Não fui egoísta e resolvi compartilhar, mas meus queridos amigos, como sou humana, não serei falsa: estou torcendo para eu mesma ganhar!
Já respondi lá no blog!! Quem sabe heim?!

Um Concurso que leva você à Itália:
Após participar do Curso de “Mitologia Greco-Romana”, na Galleria Borghese
http://www.cursodemitologiaemroma.blogspot.com.br/, a arquiteta Sandra Gorski também se entusiasmou a realizar seu sonho e, nos dias 12 e 13 de Maio, estará ministrando o seu Curso: “As Nobres Famílias Romanas e seus Monumentos”, em Roma, onde compartilhará sua paixão e conhecimentos em História da Arte, Arquitetura e Antigas Famílias Romanas.

A surpresa é que você poderá participar de um Concurso que premiará uma viagem à Roma para assistir, gratuitamente, aos dois Cursos
!!!

Para concorrer, basta responder (até o dia 20 de Março, próxima 5ª feira): “O que se traz na bagagem ao investir numa viagem cultural?”.

O resultado será divulgado dia 31 de março, e o prêmio consiste nas passagens aéreas (SP/ROMA/ROMA/SP) e Matrícula nos dois Cursos, com direito a Apostila e Certificado.

Mais detalhes do Concurso no blog:
http://romaporsandragorski.blogspot.com.br/

Sejam criativos e providenciem o passaporte!

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Canal arte1 – canal brasileiro totalmente dedicado à arte

Arte1 é um canal que deveria estar na TV aberta para que todos pudessem ter acesso a ele.
Uma programação muito interessante e diversificada dentro das artes plásticas, música, cinema, literatura, filmes, documentários.

Operado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, no ar desde dezembro de 2102, exibe séries e documentários de arte trazidos de fora e alguns produzidos por nossa gente.
O primeiro e único canal com uma programação inteiramente dedicada às artes.
A editora-chefe, e apresentadora de alguns programas, é Gisele Kato.

Olhem só o documentário que estou assistindo:
“Godard, Truffaut e a Nouvelle

O foco do filme é a amizade e a posterior ruptura entre os cineastas François Truffaut e Jean-Luc Godard. Para contar a história da Nouvelle Vague, esse documentário francês se vale de um vasto material de arquivo.
Nome original; Les Deux De La Vague”

Outro programa:
Museu D’Orsay
apresenta a coleção, sobretudo do período de 1848 à 1915, com uma sublime coleção consagrada aos impressionistas

Mais uma pra deixar você animado:
A vida secreta de uma obra prima

Documentário que em meia hora apresenta uma obra prima das artes plásticas e discorre sobre ela.

Filmes como ” A Carruagem de Ouro”, considerado uma obra-prima, de Jean Renoir.

E tem muito mais, variedade e qualidade, uma excelente opção para fugir de BBBs e afins.
Vale a pena conhecer e acompanhar.
No site você consegue ter ideia do que eles oferecem.
http://arte1.band.uol.com.br/

O Arte 1 vai ao ar no canal 183 pela Sky, 53 na Net, no 31 pela Claro TV, 85 na Oi TV, 84 pela GVT, 102 (cabo) e 555 (satélite) pela Vivo TV, e operadoras independentes.
Uma observação, na Net, que é onde eu assisto mudou do 115 para o 53. Não sei se as informações acima estão atualizadas,

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Você sabe como pendurar seus quadros?

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Muitas pessoas me perguntam como é a maneira certa de colocar os quadros na parede.
Não tem regras rígidas e a criatividade manda, mas algumas dicas ajudam a deixar a composição mais harmoniosa quando são vários na mesma parede ou deixar na altura mais adequada quando temos só um.

Vale lembrar o que é o mais importante de tudo.
O quadro não precisa combinar com a decoração. Não precisa combinar com o tapete, o sofá e nem com a cortina. Claro que buscamos harmonia, e podemos escolher algumas cores do ambiente a partir de uma obra importante, mas nunca a decoração deve determinar a compra de uma quadro, ou escultura ok?

Lembre-se que você pode mudar todos estes itens, mas que suas obras de arte te acompanharão.

Dicas, que concordo, de alguns arquitetos:

Se for colocar em um canto, com um móvel, criando um pequeno ambiente:
Nesses casos, uma dica bastante prática para não errar é pendurar o quadro a 1,40 m do chão para evitar batidas, mantendo o alinhamento com o móvel, de forma centralizada. Dica de Bia Pupo”

Antes de pegar furadeira, pregos ou fitas adesivas dupla face, faça uma simulação. “Peça para que alguém segure os quadros na parede ou faça um desenho a lápis para ter uma noção de onde fica melhor”, recomenda Pammela. Recortar jornal no mesmo tamanho do quadro e pendurá-lo na parede para fazer a demarcação também é outra dica para descobrir o lugar certo de pendurar a obra.

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Quanto à altura, a arquiteta Letícia Ruivo compartilha uma dica que recebeu de quem entende o assunto. “Uma marchand de arte me contou essa regra: a tela tem que estar em linha reta com seu olho.”

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Quem quer usar mais de um quadro para decorar a parede pode lançar mão de algumas regrinhas. “Quando são quadros iguais é interessante pendurá-los em alturas diferentes, para quebrar o ritmo”, diz Pammela Menezes. Mas sempre elegendo uma base para mater o alinhamento – seja superior, inferior ou lateral, no caso de quadros posicionados verticalmente.

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A moldura pode combinar com o ambiente ou a tela.
Uma tela antiga pode ficar ousada com uma moldura mais moderna, assim como uma foto pode ficar muito interessante com uma moldura antiga, sendo o destaque do ambiente.

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Então, mãos a obra! Agora é a hora de deixar sua casa linda e seus quadros à vista para que possam ser valorizados!

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Análise de uma obra de arte de Van Eyck por Luciene Felix Lamy

Luciene Felix Lamy é colunista do Consueloblog e na sua coluna deste mês fez uma interpretação incrível e completa desta tela de Van Eyck.
Pedi e ela autorizou que publicassemos aqui no blog.
Não mudei nenhuma palavra do que foi publicado no post e nos comentários.
Olhe o quadro e acompanhe a análise. Este quadro nunca mais será o mesmo pra você.

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Eu diria que essa obra de Van Eyck é precursora da revista “Caras”, pois testemunha o casamento do próspero banqueiro italiano, Giovanni de Arrigo Arnolfini, e sua eleita, Giovanna Cenami, insistindo em quão são abençoadamente afortunados. Será?

Sim, as feições de Arnolfini, que fez fortuna recolhendo impostos sobre importados, lembra o rosto de… Vladimir Putin. Ele se veste com sobriedade e, para um homem de sua posição, esse seu “manteau” era o que havia de mais elegante e distinto na época.

Já sua eleita, a jovem e bela Giovanna, segundo, Robert Cumming, “vinha de uma rica família italiana, e sem dúvida sua união foi cuidadosamente arranjada com
um ‘bom partido’” (esse negócio de “bom partido” pode ser uma cilada, mas falaremos de dinheiro – o seu e o dele – quando estivermos nas Casas 2 e 8, OK?). Nada de economia com tecido: ela usa um amplo vestido verde, cor símbolo da fertilidade.

Destaque para o franzido fazendo certo volume no abdome, que era considerado de bom tom, pois prenunciava uma futura gravidez. Aliás, o detalhe das peles nas mangas, no barrado e na gola também é indicativo de riqueza. O primoroso bordado do véu e no vestido dela também atesta o quão minucioso é Van Eyck.

Tudo, absolutamente tudo nessa pintura é dotado de significado (se tiverem interesse, discorreremos sobre esse simbolismo aqui mesmo, na área de “Comentários” do ConsueloBlog): a forma em que as mãos se unem, o lustre e sua única vela acesa, o cãozinho, os tamancos dele e dela (suas posições e cores), o espelho, seu reflexo e a via crucis nele, o rosário de cristal ao lado do espelho, as laranjas (fruta de rico, na época, pois eram importadas), a Santa Margarida (padroeira do parto) ou, pela mini vassourinha ao lado dela, Santa Marta (padroeira das donas de casa) entalhada na cabeceira da cama, a assinatura em gótico por extenso do nome completo do autor (reparem que o “J” de Johannes está estilizado em forma de cornucópia (cornos da cabra Amalthéa, que simboliza abundância), seguida das palavras em latim “fuit hic”, que significa “esteve aqui”, a mão direita do noivo aberta em direção ao ventre da noiva, como que abençoando seu futuro rebento, o “luxuoso e caríssimo tapete da Anatólia” junto à cama do casal e o que mais pudermos encontrar.


Sobre os detalhes da obra “O casal Arnolfini”, vamos observar:

As duas mãos do casal estão delicadamente unidas, como se fossem uma só, e esse gesto é reiterado no candelabro de uma única vela. Observem que ele está pendurado imediatamente acima delas. O “cobre” desse candelabro é um espetáculo à parte!

Agora, não é intrigante que um casal tão rico acenda uma única vela em seu candelabro justamente no dia de seu casamento?
Mas há uma razão para isso. Dizem que era costume acender uma única vela na noite de Lua de Mel para que favorecesse a fertilidade.

Noutra interpretação, essa única vela também pode ser entendida como sendo “o olho de Deus, que tudo vê”. Não duvido, pois nessa época a consciência das pessoas estava realmente certa disso, que Deus vê tudo. Aliás, esse era um “ideal” católico medieval: fazer tudo como se na presença de Deus. Um pintor que insiste nessa temática é o contemporâneo de Van Eyck, o espanhol Hieronymus Bosch (1450-1516), que analisaremos oportunamente.

A presença do animalzinho doméstico dá o toque de leveza à austeridade do momento e, sendo um cão, remete à fidelidade
. Nota-se que não é um vira-latas, mas um cãozinho de raça, talvez “importado”. É provável que tenha sido também por isso que esteja inserido no registro, para denotar as posses dos donos da casa (ainda bem que esse costume se rarefez e, cada vez mais, adota-se cãezinhos abandonados). A delicadeza, paciência e precisão de Van Eyck em pintar os pelinhos desse ‘lulu’ são visíveis.

Os tamancos dela, em vermelho, são delicados e confortáveis. Estão junto ao leito, indicando que é onde e como a mulher “deve” estar: disponível e dentro
de casa. Calma: estamos em 1421… Para se ter uma ideia, ainda faltam uns 200 anos para surgir um Vermeer, que também não é “moderninho”.

Já os tamancos do Sr. Arnolfini, mais rústicos, estão destacados como que na entrada do quarto, indicando que logo sairá para tratar de seus negócios, fora de casa
. Esse é mais um simbolismo dos valores da época: homem lá na rua, trabalhando. Mulheres em casa, zelando do lar. E, postos de lado, significava que estavam envolvidos num ritual, nesse caso, de casamento.

Em volta de todo espelho há o reflexo do pintor e de mais duas pessoas, certificando o testemunho dessa união cristã. Há também a minúscula pintura das “Estações da Cruz”, em volta do espelho, simbolizando que o casal é religioso. E, talvez, lembrando que o casamento passa por fases e requer sacrifícios.

O rosário de cristal pendurado na parede foi presente do noivo para Giovanna: simboliza a pureza e a devoção que ela deve ter para com ele. Parece que era típico da época que o noivo presenteasse a amada com algo valoroso sim, mas de cunho religioso.

As laranjas (na época, raras e caríssimas no norte da Europa) também eram chamadas de pomo-de-adão, indicando a luxúria mundana que só poderia ser santificada através da sacralidade do matrimônio.

As janelas se abrem para dentro e possui detalhes de um delicado e colorido vitral.

A cama, com uma colcha vermelha, cor da paixão, era um objeto mobiliário importantíssimo nas casas dos antigos nobres: era lá que eram gerados os futuros herdeiros. Lá se nascia e também lá se morria, no leito. Reparem que ela tem um dossel, e que esse termina com uma franja (de seda?) arrematando o final de toda parte superior. O entalhe na cabeceira da cama também é primoroso.

Por fim, curiosamente, há uma espécie de… Dois monstrengos (duas gárgulas?) entalhados nas laterais da cama que, se for isso mesmo, só pode ser para espantar os maus fluídos, o mau-olhado, outra crença enraizada nessa época.

Agora, intrigante mesmo, é esse chapéu do Sr. Arnolfini: não sei dizer de onde e por quê surgiu o modelo. Tampouco faço ideia dele não tê-lo retirado nesse momento solene. Talvez fosse por conta de ser mais um item fortemente indicativo de sua posição.

Segundo especialistas, essa obra permanece inigualável no quesito “pintura à óleo”. Mas para Michelangelo, “a escola flamenga tenta fazer bem tantas coisas que não faz nenhuma.” (algo assim).

Claro que cada um sente a obra de uma forma distinta, pessoal. Eu, por exemplo, ao contemplá-la não deixo de ver, em cada detalhe, um engodo. O testemunho de uma ilusão. E sou levada a pensar na doce e terna Giovanna. E em sua falta de opção.

Mil beijos a todos e, muito, muito grata pela participação, amigos!
lu.

E ainda leiam a observação de uma leitora do Consuelo blog:

Querida Luciene, sobre os tamancos, observei que os dela estão numa posição de “receber” o homem, ou seja juntos nos calacanhares e abertos nas pontas. Já os dele estão na posição contrária, juntos nas pontas, como uma cunha, uma posição de “introdução”. Macho e fêmea, portanto. Não sei se essa observação é válida, ou se isso foi intencional da parte do Van Eyck, mas me pareceu bem interessante. O que vc acha?
Beijos
Eliana

PS: Só para complementar, eis minha resposta à observação da leitora: “Que perspicácia, Eliana! \o/
Perfeita sua análise e conclusão, amiga!
Não digo que quem ensina é quem + aprende?
Mas é claro que nada, absolutamente nada nessa obra é aleatório: cada cor, cada posição, objeto e etc., tem um significado implícito. Assim é um mapa astral: quanto + você olha, + descobre coisas que não havia reparado.
Parabéns!!! E muitíssimo grata por sua preciosa colaboração: nos enriqueceu ainda mais.
Mil beijos,
lu.”

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