Monthly Archives: May 2010

Quem pintou a tela foi…

Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso
ou simplesmente Pablo Picasso.

Esta tela de Pablo Picasso  está no Museu L’Orangerie, que fica em Paris, no Jardin des Tuileries, onde está localizado também o Museu do Louvre e o Museu Jeu de Paume.

Parabéns pra todos que participaram e se envolveram nesta nossa brincadeira.
Como a vida é feita de riscos, temos que tentar!!
É assim que se aprende não é?
O nosso prêmio (como não pode ser a tela) é mais conhecimento.

Grande Baigneuse


Pablo PICASSO (1881 – 1973)
1921
huile sur toile
RF 1963 – 77
© Succession Picasso, 2006

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Quem pintou esta tela?

Eu quando vi não sabia quem era o artista até olhar a etiqueta.
Você sabe quem pintou esta tela?

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Ernst Beyeler – o grande mecenas suiço

Você sabe quem foi Ernst Beyeler?
Ele foi um grande mecenas e um dos fundadores da conhecida Art Basel na Suiça, feira de arte onde as melhores e maiores galerias do mundo participam e que acontece também há alguns anos em Miami.

Ernst Beyeler morreu este ano, em fevereiro e o Museu L’ Orangerie em Paris fez uma homenagem a este grande apreciador e incentivador da arte.

Ele deixou um legado: A Fundação Beyeler, onde grande parte das obras adquiridas pelo marchand podem ser vistas  no espaço projetado pelo conhecido arquiteto italiano Renzo Piano.

Homem discreto, de falar pouco, na entrevista que concedeu há dois anos, diz que as pessoas devem comprar o que gostam, é isto que deve nortear a escolha.

Foi amigo de Picasso, e foi retratado por Romero Brito com quem fez uma parceria para arrecadar fundos para o seu Museu.

Ernst Beyeler – 1921 2010

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Conexões da Arte na Casa Cor São Paulo 2010

Amanhã abre para o público o maior evento de decoração da América Latina: a Casa Cor São Paulo. O Sciacco Studio participa do ambiente  Galeria com a exposição “Conexões da Arte”: pintores,  escultores, fotógrafos e grafiteiros.
A super colaboração da Liliane Ferrari e o apoio da @otimizadesign – que otimiza mesmo!!
Espero todos lá na Casa Cor.
A Exposição vai até dia 13 de junho.

Galeria de Arte Casa Cor
Exposição: Conexões da Arte

De 25 de maio a 13 de junho
Local: Jockey Club de São Paulo
Av. Lineu de Paula Machado, 1.075, Cidade Jardim
Horário: De terça a sábado e feriados, das 12h às 21h30
Domingo das 12h às 20h
Ingresso: terça a sexta R$ 35,00
Sábado, domingo e feriados R$ 40,00
Passaporte: R$ 70,00

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Obra de Vik Muniz na abertura da novela Passione

Vik Muniz chega à novela das oito(que começa às nove) da Globo.
A convite da diretora Denise Sarraceni, o artista produziu a obra baseando-se nos núcleos centrais da novela.
Produziu três instalações, transformando lixo na imagem de um casal se beijando. A edição do vídeo foi feita por Hans Donner.
Quem não viu no Museu agora pode ver Vik Muniz na Globo.
Uma exposição para milhões de pessoas.

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Entrevista para ler no final de semana – Renzo Piano

Escolhi para o post de hoje uma entrevista com  Renzo Piano.
As entrevistas da Tania Menai são como as obras arquitetônicas do mestre: de uma leveza singular.
Aproveitem!

O Mestre da Leveza

Tania Menai

O jovem italiano Renzo Piano viu seu pai torcer o nariz assim que anunciou sua opção pela arquitetura. Na época, aquela era uma profissão  “menor” comparada ao ofício de sua família: tradicionais construtores genoveses. Hoje, aos 73 anos, Piano é o mestre internacional da leveza e iluminação. Sua genialidade entrou para história na década de 70, quando ele, então com 33 anos e em parceria com Richard Rogers, assinou o Centre Georges Pompidou, que abriga o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris. A estrutura, que parece estar do lado avesso, expondo os tubos de água, eletricidade e ar-condicionado, pintados de cores diferentes de acordo com cada função. A escada rolante é externa, com vista para a piazza central.

Desde então, Piano criou dezenas de museus, estádios, complexos culturais, além do aeroporto de Osaka e da Potsdamer Platz, a praça construída sobre o antigo muro de Berlim. Há doze anos Piano é embaixador da Unesco e em 1998 recebeu o Prêmio Pritzker, o ápice da arquitetura, das mãos do ex-presidente Bill Clinton. Entre seus atuais projetos, está o novo prédio do New York Times, em Manhattan. Com 52 andares, a torre foi inaugurada em 2008 na caótica região da Times Square. Com energia juvenil, Piano se divide entre Genova e Paris, onde ficam seus dois escritórios. Em Genova, ele construi sua própria casa, no litoral, mesclando o verde e o vidro. Em Paris ele vive na Place des Voges, numa casa do século XVII, vizinho à Maison Victor Hugo. Piano concedeu esta entrevista exclusiva do escritório parisiense, no belo bairro do Marais.

O senhor diz que “para os arquitetos, museus são as novas catedrais.”  Por quê?

Piano – Quando projetamos o Centre Georges Pompidou, ou Centre Beaubourg como eu ainda o chamo, em Paris, museus eram lugares bastante impopulares. Não que eles não fossem dignificados, mas eram frequentados por especialistas. Eu tinha 33 anos, gostava de arte desde a infância e achava que os museus eram distantes do grande público. O Centre Beaubourg não mudou a história; mas foi uma interpretação da mudança que estava acontecendo na época. Ele mistura diferentes disciplinas culturais, como as artes plásticas, a música e biblioteca pública. Foi uma forma de desmistificar o conceito de museu, de abrí-lo para as massas e criar curiosidade.

Foto Tania Menai

Como foi a reação do público?

Piano – Fomos apedrejados por muito tempo. Diziam que o Centre Beaubourg era um supermarché de l’art (um supermercado da arte). Chamavam-no de fábrica, de refinaria. Mas este era o começo de uma nova era. Depois disso, fiz diversos museus, como Menil Collection, a Fundação Beyeler, em Basel, estamos construindo o novo Museu Paul Klee, em Bern, o High Museum of Art, em Atlanta e ampliando o Instituto de Arte de Chicago. Museus passaram a ser lugares populares. Assim como as catedrais do passado, eles são lugares de rituais – não sob aspecto religioso, mas o da coletividade e convivência. Além da arte, os museus reúnem pessoas – estou muito feliz com isso. Por sinal, estamos encarando o problema oposto: o sucesso dos museus. Pode soar estranho, mas é verdade. Museus devem ser lugar onde apreciamos a arte – para isso, precisamos de serenidade, de calma, de silêncio e contemplação. Com tanta gente, fica impraticável ter alguma calma.

Hoje, o senhor teria feito o Centre Pompidou, ou Centre Beaubourg, da mesma maneira?

Piano – O que faz da arquitetura uma grande profissão é a dependência do contexto, da história, do momento. A arquitetura é fecundada pela sociabilidade. Hoje, ninguém é intimidado por um museu. Do ponto de vista histórico, nos últimos trinta anos, tudo mudou. Museus intimidavam as grandes massas, incluindo o público jovem. Resolvemos provocar, introduzir curiosidade, mais do que intimidação. Hoje, museus são bastante abertos, familiares. Por isso, eu o faria diferente – não sei o quão diferente. Na década de 70, éramos dois jovens irreverentes. Mas ainda hoje me sinto um garotinho. O que conta não é a idade, mas a experiência. A arquitetura é o espelho da realidade, além de ser uma utopia, elemento fundamental para a arquitetura. Esta utopia ainda está presente em todos os meus trabalhos: o sonho de mudar o mundo por meio das nossas realizações. O Beaubourg foi um prédio utópico, de certa forma.

O senhor disse, certa vez, que o público demora a digerir e aceitar novas arquiteturas…

Piano – Arquitetura faz parte dos nossos hábitos. Meu escritório fica aqui no Marais, uma parte bonita de Paris. Adoro este bairro, ando para casa todas as noites e admiro os prédios em volta. Mas quando observo as construções com mais cuidado, dou-me conta de que alguns dos prédios são feios, outros horríveis. Mas eles fazem parte da experiência – amamos prédios antigos. O tempo faz as coisas se tornarem bonitas. Quando um prédio é novo, mesmo que seja magnífico, ainda não foi incorporado aos nossos hábitos. Isso leva uns cinco ou dez anos. No começo, o Beaubourg foi odiado por muitas pessoas – é o típico caso do amor ou ódio. Hoje, ele faz parte de Paris. Dois anos atrás, quis fazer algumas mudanças no prédio. Mas o pessoal do Movimento Histórico não me deixou tocá-lo – disse que ele não pertence a mim, mas à Paris.

Em Roma, o senhor inaugurou o Parco della Musica, um complexo de auditórios. A capital italiana não foi construída em um dia, mas parece que o complexo foi um sucesso imediato...

Piano – Sim, este processo foi bastante rápido. As pessoas adoraram. Elas gostam da piazza, do anfi-teatro, do ambiente. Elas não vão lá apenas para escutar música, mas para passear e se reunir. Tudo depende da maneira como fazemos as maquetes. Da mesma forma como o Centre Beaubourg, fizemos o auditório deste projeto na piazza. Ela é o foco. O mesmo acontece na Marlene-Dietriech-Platze, a pequena praça que projetamos em Berlim.

O senhor constrói obras marcantes em várias partes do mundo. O quão envolvido o senhor deve estar com cada cidade?

Piano – Você poderia escrever uma matéria sobre mim sem me entrevistar, mas quis falar comigo para que o conteúdo tivesse autenticidade. Como arquiteto, é possível fazer um projeto sem conhecer bem o local. Mas eu jamais construí alguma coisa sem antes ter passado bastante tempo na cidade. Lugares contam histórias. Basta calarmos nossas vozes e escutarmos cada tom. Devemos escutar com cuidado, não é algo muito evidente. É como entrar num quarto completamente escuro: precisamos de um minuto para enxergar alguma coisa. Isso é algo que adoro fazer. É a primeira fonte de inspiração.

O New York Times é localizado na Times Square desde 1905. Como trazer harmonia para redação do mais importante jornal do mundo em pleno caos da Times Square?

Piano – O grande desafio deste projeto é construir algo no meio de Manhattan. O projeto de uma redação de jornal ainda é mais instigante do que um escritório comum – ele expressara transparência e luz. A redação ocupa o segundo, terceiro e quarto andar. O resto do prédio, é ocupado por outras empresas. Arranha-céus são herméticos por natureza, quase misteriosos – normalmente são pretos ou muito escuros, porque têm de tapar o sol ou são revestidos por espelhos. Este prédio é feito de vidro transparente e cerâmica, o que permitirá muita entrada de luz. Acho lindo como os prédios em Nova York têm capacidade de mudar de acordo com o clima. Quando olhamos a cidade, do topo do Empire States, Manhattan parece uma floresta – muda constantemente de cor. Depois de uma chuva a cidade fica azulada. Na hora do pôr-do-sol, avermelhada. Esta idéia é metamórfica. Em Nova York é importante ter uma presença que não seja nem arrogante, nem agressiva. Frequentemente, os prédios altos são símbolos de poder – alguns chegam a ser símbolos fálicos. Este prédio não será assim – nos remetera `a sensibilidade.

Alguns arquitetos se preocupam mais com a forma e o material. Outros com as pessoas e o espaço. Como achar o equilíbrio?

Piano – Este equilíbrio é fundamental. É errado pensar arquitetura em termos de forma e material. Também é errado pensar apenas no comportamento das pessoas. A arquitetura é a profissão mais materialista que se pode ter em mente – ao mesmo tempo, é a mais idealista. Como arquitetos, temos de misturar a ética e a estética na medida certa.

O que o senhor acha do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer?

Piano – É um grande mestre. Tem feito grandes coisas. Ele pertence a uma geração diferente da minha, temos diferentes linguagens, mas ele é um grande arquiteto. Tenho um pouco de influência de cada arquiteto, incluindo o Niemeyer.

E qual o seu predileto?

Piano - Meu amado arquiteto é o italiano Filippo Brunelleschi (1377- 1446). Ele era completo: um artista, um arquiteto e um construtor. Desenhava suas próprias ferramentas de construção. Ele não só construiu a cúpula da catedral florentina Santa Maria del Fiore, como a maquinaria necessária para a obra. Um arquiteto não deve ser mais importante do que sua obra. Se isso acontecer, seu trabalho vira um instrumento de sua auto-celebração. Isso é estúpido.

A Itália transborda arte e arquitetura. O quanto isso influenciou o seu trabalho?

Piano – A Itália está na minha pele. Mais precisamente Genova, uma cidade histórica, perto do mar, sempre com paisagens de navios. Passei a juventude nesta cidade. Para uma criança, o porto é um lugar mágico que se carrega para a vida toda.

Quais as obras arquitetônicas que o senhor acredita que a sua geração deixará para o mundo?

Piano - Esta é uma boa questão, mas muito difícil de responder. Não me sinto velho o suficiente para começar a pensar nisso. Ainda estou inteiramente envolvido no dia-a-dia do trabalho. Esta é uma preocupação retórica que um arquiteto nunca deve ter. Não temos de nos preocupar com o que vamos deixar como herança. Devemos nos preocupar com o que fazemos para as pessoas. Amo meu trabalho. Moro muito perto do Centre Beaubourg e amo andar até lá e ver as pessoas curtindo o prédio e a piazza. Minha felicidade não é sobre o lema da eternidade, mas no contentamento das pessoas. Trata-se mais de vida do que de um testemunho para a posteridade.

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Vale a pena ler


MUDE (Edson Marques)


Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais… leia outros livros.
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida.
Tente.

Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado… outra marca de sabonete,
outro creme dental…
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.

E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!! Clarice Lispector

Este poema é de Edson Marques, somente a última frase é de Clarice Lispector, a quem ele deu o devido crédito.

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